Ao falar em oficina mecânica devemos também pensar em sustentabilidade do meio, uma vez que muitos resíduos destes locais são altamente tóxicos ao meio ambiente.

Desta forma, a todo momento, se pensam em soluções ecologicamente corretas para driblar o efeito de substâncias como óleo queimado, sobras de tinturas, solventes com misturas de outros produtos, graxas, dentre outros, dando um outro destino a elas.

Algumas das destinações trata-se de usar estes restos de produtos como combustível alternativo para queima em fornos de cimento ou para o processo de refino do óleo. E como as oficinas podem administrar isso?

Entendendo melhor como isso funciona

Resíduo é toda sobra de produtos originada a partir de procedimentos relativos a alguma atividade humana.

O aumento destes resíduos, que podem se encontrar em quaisquer dos estados físicos: sólido, líquido e gasoso, pode gerar consequências gravíssimas à natureza, caso sejam descartados de forma incorreta.

Para evitar este tipo de situação, foram criadas regulamentações que fiscalizam este processo, bem como métodos alternativos que minimizam ou eliminam os impactos ambientais.

Nas oficinas, um bom exemplo disso é o refino do óleo.

Restos de óleos lubrificantes utilizados nas oficinas mecânicas passam por um rigoroso processo industrial, no qual as sobras oleosas são testadas e aplicadas em novos lubrificantes para automóveis, para indústrias, agricultura, dentre outras destinações.

E assim o planeta agradece pela reutilização e reciclagem, as quais não afetarão o meio ambiente, contribuindo de forma favorável para a sustentabilidade ambiental.

Uma das leis e planos regulamentadores

Um dos planos estabelecidos com valor jurídico para essa questão é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, o qual analisa e confirma a capacidade de uma empresa de descartar de forma correta os resíduos que originem.

No Brasil, desde 02 de agosto de 2010 os PGRS são obrigatórios para um determinado grupo de empresas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos tem nos Planos de Resíduos Sólidos um forte instrumento de aplicação da Lei 12.305/2010. A elaboração deve ser feita pelo setor público a nível federal, estadual e municipal e por empresas públicas ou privadas.

Etapas que antecedem a destinação dos resíduos prejudiciais

Captação dos resíduos

Retirada dos resíduos do local que eles estão acumulados, observando-se o tipo e o volume de cada um deles. Para isso existem veículos e profissionais que tem experiência em cada um dos tipos de resíduo, o que torna eficaz este tipo de procedimento.

Separação

Este conteúdo residual que anteriormente foi coletado, agora será separado, pois existem resíduos que precisam ser tratados de uma forma específica antes de qualquer outra destinação ou reciclagem: corte, refino, trituração, limpeza, centrifugação, dentre outros procedimentos.

Nesta etapa alguns materiais serão reutilizados, sofrerão reciclagem ou irão para indústrias específicas em relação a matéria-prima dos mesmos.

 Destino

O material já foi coletado, separado e dado o devido tratamento específico. Nesta etapa a destinação mais adequada é feita de acordo com as normas vigentes e a legislação sobre o assunto.

 Se o seu PGRS está implementado de maneira correta e o descarte de resíduos ocorre sem prejuízo para o meio ambiente, sua oficina receberá certificado de responsabilidade ambiental.

Quais são os resíduos gerados pelas oficinas?

 Líquidos

Provenientes das drenagens dos fluidos dos veículos, como óleo lubrificante do motor, direção hidráulica, caixa de câmbio, além de fluido de freio, emulsões oleosas, fluido do sistema de arrefecimento.

Sólidos

Panos e estopas que contém os líquidos utilizados nos serviços, sólidos usados no processo de reparação das atividades, embalagens de produtos, vidros, espelhos, peças em chapa de aço, peças plásticas, peças em policarbonato, pneus, baterias, lâmpadas, espumas de poliuretano, graxa, peças em metal e inúmeros outros tipos de resíduos.

Saber administrar este tipo de resíduo não é só questão de não pagar multas, mas sim, de consciência ambiental por parte das oficinas mecânicas.

Gostou de saber como funciona este processo? Complexo, mas ecologicamente correto. Deixe sua opinião aqui nos comentários. Boa leitura e até o próximo artigo com muito mais dicas para você.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique por Dentro!

Assine nossa newsletter e receba dicas, informações e promoções exclusivas do Sistema Automotivo.

Inscrição realizada com sucesso.

Houve um erro ao enviar a mensagem. Por favor tente novamente dentro de alguns minutos...